Os dados sobre a Pesquisa do Impacto Econômico dos Eventos Internacionais no Brasil realizada pela Embratur em parceria com a Fundação Getúlio Vargas foi apresentado hoje, em São Paulo, pela presidente da Embratur, Jeanine Pires. Na ocasião, também estavam presentes Luiz Barretto, ministro do Turismo; Caio de Carvalho, presidente da São Paulo Turismo; Claury Silva, secretário de Esportes do Estado de São Paulo; Maria José Alvez, diretora regional para América Latina do ICCA - International Congress and Convention Association; e Tony Sando, presidente do SPCVB.
Segundo Jeanine, em 2008, a entrada de divisas trazidas por turistas estrangeiros ao Brasil bateu mais um recorde: 5,8 bilhões de dólares, 17% a mais que em 2007. Estes números - coletados através de consulta em 36 eventos balizados pela ICCA e realizados em 14 cidades brasileiras no período de setembro de 2007 e dezembro de 2008 - tem significado especial em um cenário de crise econômica mundial, que causou uma forte desaceleração de receita cambial turística nos últimos meses de 2008 na maioria dos países.
“O número de entrada de divisas no país por meio do gasto de turistas estrangeiros de 2003 a 2008 aumentou em 132%. Temos por meio dos eventos internacionais a oportunidade de trazer divisas ao país e incentivá-los a retornar. Os números são bastantes positivos. Em 2003 sediamos 62 eventos internacionais e, em 2007, já eram 209 eventos. Tivemos um aumento maior que a média mundial. Outro fator relevante é que mais cidades brasileiras sediaram esses eventos, a maioria em hotéis com espaços para eventos”, revela Jeanine.
“Essa pesquisa fotografou esses eventos, com a competência técnica da FGV, e fornecem ao mercado - organizadores de eventos e profissionais das área em geral - indicadores importantes, que podem ajudar a melhorar as estratégias utilizadas atualmente”, ponderou Jeanine. “Por dia esses turistas gastaram US$ 285,00, entre hotel, alimentação, compras e serviços pessoais”.
Segundo a dirigente, algumas questões pontuais, como o número de dias que o turista de eventos ficou a mais no país é um indicativo de que os organizadores poderiam ter trabalhado mais esse enfoque, dando subsidios para que os participantes tivessem interesse em ficar no destino. A pesquisa apontou também que a permanência dos estrangeiros no Brasil é de 6,8 dias. Em média, as pessoas ficaram 3 dias a mais do que o período do evento. Em relação aos pré e pós-tour, 70,45% não fizeram nenhum passeio para conhecer outra cidade.
“Os participantes de congressos do setor de saúde foram responsáveis pelos maiores gastos, seguido por tecnologia e educação”, comenta. Chamou a atenção de Jeanine a escolaridade dos turistas de eventos estrangeiros, por exemplo. “A maioria possui altissímo nível de escolaridade, indo muito além que o nível superior”, diz.
A pesquisa mostrou que 66,21% desses turistas visitavam o Brasil pela primeira vez e 81,93% estavam na cidade-sede do evento pela primeira vez. Quando perguntados sobre a influência do destino Brasil na escolha da viagem, 58,17% disseram que o país influenciou positivamente. E uma informação muito boa: 92,57% disseram que querem retornar ao Brasil, a maioria (75,62%) para lazer.
RESULTADOS NACIONAIS
Perfil do turista
Grande parte dos turistas reside nos EUA (10,84%) e na Argentina (8,12%).
66,1% visitaram, pela primeira vez, o Brasil.
81,93% visitaram pela primeira vez a cidade-sede do evento.
O taxi foi o principal meio de transporte utilizado do aeroporto até o meio de hospedagem (47,66%).
O meio de hospedagem mais utilizado foi o hotel (96,31%).
Os turistas permaneceram, em média, sete noites no País.
Dos turistas estrangeiros participantes, de pelo menos 22 países, 23,27% têm entre 25 e 34 anos, 28,98%, entre 35 e 44 anos e 26,21% entre 45 e 54 anos.
Com relação à escolaridade, 96,83% têm mestrado, doutorado ou especialização.
• Faixa mensal de renda: 10,74% declararam renda entre US$ 1 mil e US$ 2 mil; 13,79% entre US$ 2 mil e US$ 3 mil; 12,60% entre US$ 3 mil e US$ 4 mil; 14,51% entre US$ 4 mil e US$ 6 mil mensais; e 29,12% afirmaram ganhar acima de US$ 6 mil.
Movimentação econômica
Hospedagem, compras, alimentos, cultura e transporte são os principais responsáveis pelo gasto individual médio diário do turista estrangeiro de eventos no Brasil, que foi de US$ 285,10.
O número é bem superior à média de gastos de turistas que vêm ao País a negócios (US$ 112,90) e a lazer (US$ 73,40), segundo estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE/USP), encomendado pela Embratur, realizado em 2007.
• O impacto econômico direto dos gastos realizados pelos participantes estrangeiros durante os 36 eventos realizados no Brasil foi de US$ 34,9 milhões.
Informações sobre a viagem/Percepção do destino
39,71% dos entrevistados permaneceram na cidade-sede antes ou após o evento, ao passo que 29,55% também ficaram em outras cidades brasileiras.
92,57% declararam ter intenção de retornar ao Brasil, enquanto 76,37% disseram querer retornar à cidade-sede do evento. 47,13% afirmaram querer retornar em até dois anos.
Em resposta de múltipla escolha, os participantes dos eventos disseram que o principal motivo do retorno seria lazer (72,62%), seguido por negócios (28,97%).
79,14% dos entrevistados disseram que a imagem da cidade-sede do evento permaneceu positiva ou melhorou após a viagem.
• 33,71% tiveram a internet como fonte de informação e 30,62% buscaram o organizador do evento no Brasil.
FONTE: Revista Eventos
http://www.revistaeventos.com.br/site/ultimas.php?id=9783
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