A lacuna de 320 mil profissionais qualificados no mercado brasileiro, estimada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em março, é entrave para algumas empresas. Mas uma oportunidade de negócio para quem quer entrar ou expandir a participação no campo da educação. Além de áreas como alimentação e construção civil, especialistas veem deficit em comércio de reparação, tecnologia da informação, agências de viagem e setor de beleza.
O setor de hotelaria é um que reclama da falta de trabalhadores especializados. O problema deve se agravar, já que a previsão é de crescimento de 25% no turismo de lazer e de 12% no corporativo, avalia Edmar Bull, diretor do Sindetur (Sindicato das Empresas de Turismo no Estado de São Paulo). “A capacidade atual de formação [de mão de obra] não é suficiente para abastecer o mercado“, diz Paulo Solmucci Jr., presidente-executivo da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes). O investimento, no entanto, deve ser criterioso. Segundo ele, “mesmo os profissionais que deixam as salas de aula não estão prontos para atender às necessidades do mercado“. Por isso, um dos cuidados para os empresários com intenção de apostar é elaborar treinamentos focados no dia a dia desses profissionais -e com o apoio de empresas do ramo.
Pesquisa
O professor da Business School São Paulo Gilberto Guimarães identifica oportunidades na falta de mão de obra. Para ele, um caminho é crescer em treinamentos para profissionais que já estão empregados -em parcerias para a oferta de cursos “in company”. A falta de mão de obra, contudo, não deve ser o único indicador para os empresários. Antes de ingressar na área, é preciso estudar o mercado. “Nem sempre uma grande demanda significa uma boa oportunidade de negócio“, avalia Marcos Hashimoto, coordenador do centro de empreendedorismo do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa). Para Haruo Ishikawa, vice-presidente de relações capital-trabalho do Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), no mercado da construção civil não haveria espaço. “Boa parte dos funcionários é treinada no canteiro de obras“. Milko Matjascic, da assessoria técnica da presidência do Ipea, tem opinião diferente. “É preciso formar profissionais para trabalhos elaborados, como revestimento de paredes“.
Experiência na área auxilia na hora de selecionar o foco
As empresas de treinamento “estão com a agenda lotada“, segundo Vanderlei Cozzo, presidente da ABTD (Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento). Portanto, conclui o executivo, há espaço para iniciantes. “Mas é preciso definir o foco do negócio“. Marcos Hashimoto, do Insper, acredita que o melhor caminho é ingressar em mercados com os quais o empresário possua afinidade. “O ideal é que ele tenha trabalhado na área“. Os 12anos como vendedor foram uma vantagem quando Renato Romeo, 44, abriu sua empresa de treinamento na área, a SaleSolution.”Não virei consultor da noite para o dia. Antes de sair da última empresa em que trabalhei, já havia delineado um plano destaca“.
Maria José Dantas, 39, também levou a vivência de 22 anos na governança de hotéis para a Governança.com. Ela conta que, mesmo durante a crise, a demanda aumentou. “Em 2008, demos 600 horas de treinamento. No ano seguinte, foram 700 horas. Em 2010, já temos [agendadas] 800 horas até julho“, comemora. Ela atribui o sucesso à proximidade com o mercado e à sensibilidade para orientar trabalhadores da área no atendimento a públicos específicos. “Preparamos os profissionais para lidar com esses consumidores“, considera. O mesmo acontece com garçons. Servir não é o único atributo que os profissionais devem dominar. Eles precisam ter noções de higiene e de segurança alimentar. “Quem treina precisa utilizar metodologias capazes de fazer com que os profissionais cheguem ao mercado com esses conhecimentos“, indica Paulo Solmucci Jr., da Abrasel. O empresário também precisa estar pronto para transmitir aos profissionais as pressões psicológicas a que eles possivelmente estarão sujeitos. “Em uma casa com diversos funcionários, a babá é a estrela. É com ela que os patrões vão conversar primeiro, por ser quem cuida dos filhos. Isso gera ciúme nos demais“, exemplifica Antoniele Fagundes, 34, dona da Babá Ideal.
FONTE: ABRASEL
http://www.abrasel.com.br/index.php/atualidade/item/5833/
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quinta-feira, 29 de julho de 2010
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